sexta-feira, 7 de março de 2008

A Equação da Vida

       O último ano do ensino médio não parece mesmo ser fácil para ninguém, embora algumas pessoas até aparentem "tirar de letra", como os próprios estudantes dizem. Esse é um momento difícil que, segundo alguns professores, "não tem volta". Quantas pessoas desesperam-se por terem sido mal instruídas, quantos jovens literalmente se descabelam, quando as provas dos vestibulares mais concorridos vão se aproximando e ainda há muito o que revisar... O estresse chega a tomar conta de turmas inteiras.
       E esses professores, despreocupados porque crêem que fizeram sua parte, esquecem-se da pressão psicológica que os estudantes estão enfrentando e, ao invés de incentivar a persistência, indiretamente fortalecem a desistência. As comparações aparecem, as provocações e o desapontamento quando alguém fracassa ficam nítidos; mesmo quando estes comportamentos deveriam ser evitados.
       Junto com o turbilhão de emoções e sensações que toma conta dos pensamentos destes jovens, há também algo que passa a fervilhar dentro das mentes e corações dos vestibulandos: a definição do que é felicidade. Muitos, ainda duvidosos, passam a focar todas as suas incertezas em alguma área acadêmica, ou até mesmo em um curso específico que julgam ser a fórmula para o sucesso, como se já não bastassem tantas outras equações que estudam ao longo do ano.
       O talento nunca caminha sozinho, costuma estar sempre atrelado ao esforço e à dedicação; que, por sua vez, caminham unidos ao reconhecimento, ao sucesso, ao retorno financeiro e principalmente ao bem-estar. E ainda que muitos forneçam soluções milagrosas de como ser verdadeiramente feliz, vale lembrar que a direção a seguir rumo à felicidade está e, teoricamente, sempre estará dentro de cada um de nós, vestibulandos ou não.

8 Comentários.:

Camilla disse...

Estou no 3º ano do Ensino Médio, e desde o 1º ano já venho sofrendo pressão psicológica por parte da escola. Estudo em um colégio particular, e só daí já dá para tirar uma idéia de como é a cobrança. Confesso que nunca arranquei meus cabelos por causa disso. Sempre tive a mente bem formada quanto ao vestibular. Agora, só estou em dúvida sobre qual curso escolher. Daí, vem aquela velha história de que temos que escolher o que dá dinheiro. Quando alguém me fala isso, dá vontade de gritar feito uma criança. Tem que ter a cabeça bem vazia pra ter esse tipo de pensamento. Quem gosta do que faz, se sai bem em qualquer curso. Um profissional que escolhe sua profissão somente por remuneração, verá que no final se tornará um profissional frustrado e não se sairá bem no que escolheu. Como diz meu amigo Raysner, quando alguém vier me dizer pra escolher o que dá dinheiro, vou interrogar meu interlocutor sobre a influência espanhola na Literatura brasileira. Além de deixá-lo sem graça, ainda testarei seus conhecimentos.

Tava sumido hein?

Anem, some não. Seus textos me fazem falta.

Beijo...

 Fabíola Weykamp disse...

Acredito e bato o pé afirmando que a felicidade está dentro de nós, o difícil é encontrar ou pelo menos tentar encontrá-la, seja estudando o que se gosta ou simplesmente sendo você sem muito que se importar com a opinião alheia, e olha essa, “alheíce”, não necessariamente precisa estar do outro lado da rua, ela almoça conosco, e possivelmente dorme também. Acredito que a fusão de felicidade e estar e ser feliz é muito fácil para quem quer. Muito fácil.
O que dificulta nossa caminhada - ou melhor, falo por mim, mesmo - são questões “vestibulísticas” que tu não suporta mais nem assistir na televisão em comerciais de cursinhos e bixaradas contentes, em perguntas toscas querendo, incansavelmente, saber o teu desempenho do vestibular daqui ou de lá. Cansa esse assunto. Cansa tanto que até me rendo e comento sobre ele. Não por ele, mas por ti que estava com saudades. Faz falta não ter o teu blog para ler. Encontrei outros tantos que tu nem imaginas... Ótimos! Estão linkados no meu, quando der, conheça também.
Um beijo enorme, e menos pressão, menos insegurança, menos indecisão, menos decepção, menos VESTIBULAR!

Obs.: palavras com aspas são inexistentes, ando tão inconformada que até abro mão e escrevo o que não existe. Acontece!!!

Camila disse...

Ano passado mesmo a pressão psicológica resolveu me dar um oi, e hoje ela já é da casa.
Detalhe, ainda estou no 2º ano, o terceiro deve se ainda pior em relação à pressão.

O jeito é estudar, e bastante.Mas depois todo o tempo de estudo vai valer a pena :)

Quem é vivo sempre aparece \o/

:*

Camilla disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Camilla disse...

Rodrigo,

tenho enorme prazer em lhe convidar para aderir a minha primeira campanha: A Amazônia é nossa.
Se quiser participar, poderá ler a postagem sobre a mesma:

http://devaneios-online.blogspot.com/2008/03/amaznia-nossa.html

Estou deixando o endereço aqui para ficar mais fácil localizar a postagem no blog, já que na medida que for fazendo outras, ela vai descer.

Se for participar da campanha, poderá pegar o selo em meu blog. Pode indicar quantos blogs quiser, desde que passe para eles o endereço da postagem em meu blog. Você também deverá fazer uma postagem sobre o assunto, a fim de conscientizar os blogueiros da importância da floresta. Ajude! Conto com você, a Floresta Amazônica agradece!

Beijos!

"Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco. Para o triunfo do mal basta que os bons fiquem de braços cruzados" (Edmund Burke)

* hemisfério norte disse...

moi

sou toda dúvida
sou nada céptica
dúvida crente
.........des
.........crente
creio em tudo
nos inversos versos
de universos
duvido do que vi
- era alucinação
o que palpei era hipnótico
………………............erótico
e dos opostos?
serão mesmo contrários
………………….ou unem-se no fim?
nunca vi nenhum
e, contudo
pavonearam-se todos
mediante os meus aplausos


q bom encontrar-te querido hodri. de momento tenho os meus blogs encerrados....lembras-te de mim?
beijos


volateri aqui mais tarde a ver se vc deixou alguma dica :)

* hemisfério norte disse...

aunque sea en sueño

mi gusta mirarte,
tus manos
y tu cuerpo.
mi gusta pensar
que un día cualquiera
te encontrare,
te besare
sin amarras,
sin pudor.

- aunque sea en sueño
esta dulce esperanza.
mi gusta saber
que usted existe.

descilpa n resisti e deixei um em castellano eheheheheheheeh
:) who am I????

Claudia disse...

Ro, amei o texto. Exprime exatamente o que estamos passando e sentido. Espero que sejamos felizes, passando ou não no vestibular, sendo ou não bem sucedidos.
Ai da até medo de comentar aqui escrever tudo errado, você entende né. Nem todo mundo é bom como um tal de Rodrigo Colombaro com as palavras. Beijos